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Falta de regras complica escolha do MBA

As confusões na hora de escolher um de MBA podem começar na nomenclatura do curso. O MEC (Ministério da Educação) classifica esse tipo de formação como pós-graduação latu sensu. Esse é o principal motivo para que não sejam estabelecidas regras rígidas sobre o conteúdo e a carga horária deste tipo de programa.

Por isso, o que se vê no mercado são MBA de vários tipos: os que seguem os padrões americanos, e vários outros (bons e ruins) que foram elaborados sem a metodologia internacional.

Daniela Marcondes, 36, gerente de manutenção e obras da Sala São Paulo, começou neste ano um MBA em gerenciamento de facilidades na USP. Ela conta que, quando começou a procurar pelo curso, ficou de olho nas certificações dos programas.

“Como é um curso de padrão internacional, queria algo que desse peso no currículo, por isso me informei sobre as chancelas de cada curso.”

Na tentativa de orientar alunos sobre os cursos que estão alinhados com padrões internacionais e também com o mercado, as escolas que oferecem esse tipo de curso criaram a Anamba (Associação Nacional de MBA).

A instituição verifica a qualidade dos programas brasileiros com base nos critérios de exigência de associações internacionais como a Amba (Associação de MBAs).

Recebem um selo as escolas que se enquadram em uma série de padrões, como carga horária de 480 horas, alunos com no mínimo três anos de experiência profissional e processo seletivo que conta com análise de currículo, teste e entrevista.

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Daniela Marcondes, 36, sentiu necessidade de fazer um MBA quando atingiu o cargo de gestora na empresa onde trabalha

Para certificar também a qualidade de MBAs que não seguem à risca todas as normas internacionais, a Anamba criou o selo Padrão Brasil.

“É importante que o candidato conheça esses selos e pergunte por eles antes de se inscrever num curso, para ter certeza de que a instituição tem qualidade”, explica Karla Alcides, diretora de comunicação da Anamba.

Vale também entender qual a tradição da escola que está em avaliação. “Veja se ela tem o mesmo foco que você procura para sua carreira”, sugere Marcelo Saraceni, presidente da Abipg (Associação Brasileira das Instituições de Pós-Graduação).

Quem procura uma experiência no exterior pode também conferir se a escola tem convênios de intercâmbio com boas universidades estrangeiras.

Os especialistas indicam que o candidato analise com atenção o conteúdo das aulas e veja quais as matérias e a carga horária de cada uma delas: finanças, operações, recursos humanos, tecnologia de informação, economia, estratégia e marketing são disciplinas obrigatórias.

Procure alunos do curso que pretende fazer, veja qual a idade e o tempo de experiência deles.

Vale também conhecer antes os seus futuros professores. “Uma boa escola deve ter professores com títulos acadêmicos, mas é fundamental eles estejam no mercado”, diz Juliana Fonseca, coordenadora da BBS Business School.

 

Fonte: Classificados Folha Uol

 

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